Quarta-feira, irei assistir a um concerto dos Arctic Monkeys pela 3ª vez (Paradise Garage, Coliseu e agora Campo Pequeno). No primeiro concerto, na altura em que se começaram a vender os bilhetes, ainda poucos portugueses conheciam o fenómeno Arctic Monkeys, que começavam a bater records de vendas em Inglaterra e se preparavam para encabeçar uma geração de Indie/Rock que despontou nos últimos anos. Mesmo assim, depressa esgotaram os ingressos e aquando do espectáculo, muita gente ficou de fora. Foi um concerto em que se sentia que quem estava ali gostava da música por si só e não por uma questão de moda.
No Coliseu, o caso foi completamente diferente. Já com o segundo álbum lançado e com as suas músicas a inundar as ondas de rádio, os Arctic Monkeys subiram ao palco já com nome feito internacionalmente e perante uma plateia muito juvenil, fruto da moda que foi lançada. Não pretendo que a cultura seja algo elitista, apenas me incomoda que os acordes de guitarra seja cantados, muitas vezes sobrepondo-se aos instrumentos, como podemos constatar neste vídeo.
Para o Campo Pequeno prevejo um concerto com a plateia igual ao do Coliseu e, também igual, a performance da banda. A frequência do concerto vai-se assemelhar a uma sexta-feira à porta de uma discoteca lisboeta da qual guardo boas recordações quando o seu nome era Indústria ou People. Centenas de adolescente vão-se “mascarar” com o kit mais Indie/Alternativo que tiverem em casa, levar o máximo de adereços possível e cantar as letras (e melodias) de todas as músicas.
No entanto, os Arctic Monkeys continuam a ser uma belíssima banda e é pela música que me decidi tardiamente a ir ao concerto. E é pela música que sei que vai ser um bom concerto.
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1 comentário:
Será o meu primeiro concerto desta banda que tanto gosto e que peco por ter conhecido somente após os seus dois primeiros concertos em Portugal. Uma grande falha que compensei ao viciar-me rapidamente nos dois albúns que tinham até então.Dessa forma aguardo com grande expectativa este concerto e compreendo o que o Miguel quer dizer...
Mas tenho uma esperança. O novo album está mais maduro, mais pesado e menos comercial. Espero que se traduza igualmente na afluência de um público mais maduro, acalmando as preocupações que partilho com o Miguel.
Um bem haja a todos os que estão "já acordadíssimos"
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