quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

The Lost Art of Inglourious Basterds

Quentin Tarantino, Upper Playground e a Weinstein Company apresentam The Lost Art of Inglourious Basterds, numa iniciativa cujos lucros reverterão totalmente para o Haiti. Vários artistas criaram 13 posters inspirados no último filme de Tarantino que serão postos à venda hoje, numa galeria em Los Angeles. Os posters serão autografados por Taratino e apenas haverá 6 unidades de cada poster, ao preço único de $300.

A compra apenas se pode fazer pessoalmente, por isso, se quiserem mesmo comprar, a morada é 125 East 6th Street in Downtown LA.

Aqui ficam alguns dos posters.












quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Má Formação

Ontem desloquei-me ao Estádio de Alvalade para assistir a uma das meias-finais da Taça Carlsberg, entre Sporting e Benfica. Enquanto esperava sentado num banco pelos meus amigos, passou um grupo de 5 sportinguistas que me tiraram o cachecol do Benfica do meu colo à força, ameaçando-me se os contrariasse. Puxa para cá, puxa para lá, olhei à minha volta e vendo que me encontrava em clara minoria, deixei que tal acto de cobardia se concretizasse.
Sei que este acto de pequenez, infelizmente, é praticado por adeptos de todos os clubes (Benfica incluído). Tento pôr-me na cabeça desses adeptos para tentar perceber a razão que os leva a fazer tal coisa:

- Ganharão dinheiro ou algum valor com este roubo? Também não me parece. O destino mais provável será sido o incêndio do cachecol.

- Pensarão que a vítima ficará menos adepta do clube em questão? Não, antes pelo contrário. Este acto levou-me a festejar com maior intensidade o resultado obtido dentro de campo.

- Pensarão que o seu clube jogará melhor em campo por isso? Não me parece que o rendimento da equipa tenha sido afectado por este episódio.

- Pensarão que o clube adversário sairá prejudicado por isso? Errado, antes pelo contrário. Comprei aquele cachecol ao Benfica, contribuindo financeiramente com o clube. Ao ser roubado, vejo-me forçado a comprar outro, logo, voltando a beneficiar financeiramente o meu clube. No fundo, o acto destes 5 corajosos pode ajudar na comprar de um futuro Di María ou Saviola. O Benfica agradece.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Como fazer uma música de Hip-Hop

Ouvir estes dois vídeos ao mesmo tempo e... já está!



segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Perspectivas para Arctic Monkeys

Quarta-feira, irei assistir a um concerto dos Arctic Monkeys pela 3ª vez (Paradise Garage, Coliseu e agora Campo Pequeno). No primeiro concerto, na altura em que se começaram a vender os bilhetes, ainda poucos portugueses conheciam o fenómeno Arctic Monkeys, que começavam a bater records de vendas em Inglaterra e se preparavam para encabeçar uma geração de Indie/Rock que despontou nos últimos anos. Mesmo assim, depressa esgotaram os ingressos e aquando do espectáculo, muita gente ficou de fora. Foi um concerto em que se sentia que quem estava ali gostava da música por si só e não por uma questão de moda.

No Coliseu, o caso foi completamente diferente. Já com o segundo álbum lançado e com as suas músicas a inundar as ondas de rádio, os Arctic Monkeys subiram ao palco já com nome feito internacionalmente e perante uma plateia muito juvenil, fruto da moda que foi lançada. Não pretendo que a cultura seja algo elitista, apenas me incomoda que os acordes de guitarra seja cantados, muitas vezes sobrepondo-se aos instrumentos, como podemos constatar neste vídeo.



Para o Campo Pequeno prevejo um concerto com a plateia igual ao do Coliseu e, também igual, a performance da banda. A frequência do concerto vai-se assemelhar a uma sexta-feira à porta de uma discoteca lisboeta da qual guardo boas recordações quando o seu nome era Indústria ou People. Centenas de adolescente vão-se “mascarar” com o kit mais Indie/Alternativo que tiverem em casa, levar o máximo de adereços possível e cantar as letras (e melodias) de todas as músicas.

No entanto, os Arctic Monkeys continuam a ser uma belíssima banda e é pela música que me decidi tardiamente a ir ao concerto. E é pela música que sei que vai ser um bom concerto.

Em que túnel estão vocês?

Inauguro este blog com um texto que não é da minha autoria. Escolhi-o porque me identifico plenamente com ele e poderia ser o editorial perfeito para iniciar o blog.


Em que túnel estão vocês?

por Luís Mateus

Não vou pelas piadas fáceis. Não vou imaginá-lo com calção de boxeur à Jake LaMotta, de penso onde o nariz começa a ser nariz e a mastigar o protector dentário. A preto-e-branco, com o sobrolho inchado e cortado, mãos paralelas ao corpo a correr em fúria contra o adversário, expondo-se a ganchos e uppercuts. Não vou fazer piadas fáceis com Sá Pinto. Não vou colocá-lo à força num filme de Scorcese ou de Aronofsky, como duplo de Mickey Rourke. Não vou imaginar o jogo saltitante de pés de Liedson, o jab nervoso para afastar a raiva, o encostar às cordas, o aguentar até tocar a sineta. Não vou imaginar como tudo começou: mão direita do árbitro apontado no centro do ringue, depois do bla-bla-bla a pedir um jogo limpo, e os antebraços ao lado da cabeça, à direita e à esquerda. A sineta; ao centro; começou. Para mim chega.


Não vou lembrar túneis de estádios como formigueiros desordenados, formigas à luta por uma migalha de pão. Um gesto provocará a guerra total, uma palavra incendiará a turba, e o momento vira futebol dos antigos, como aquele brutal, com uma baliza da largura do campo, uma bola para levar até lá e placagens, murros, dentadas e pontapés a sangrá-la até ao destino. Não vou falar nas escutas que não ouvi, nos incentivos a que não assisti, nas bocas a fazerem-se passar por filosofias, nas palavras de gumes afiados atiradas para ir abatendo aos poucos o inimigo. Fragilizando-o aos poucos, até já não conseguir reagir. A batalha tem data marcada, sítio e hora, espingardas contadas, e a bola é um mero acessório. Mas eu não vos disse nada. Não acredito que mais alguém veja.

É óbvio que está doente, é óbvio que já não passa com psicanálise. As instituições estão a definhar, os clubes, dirigentes, jogadores e agentes também. Não descobri a pólvora, claro que não. Em Inglaterra, há lambe-botas e argentinos mal-agradecidos, no México disparam a sangue-frio à cabeça, em Espanha Ronaldo soma golos e expulsões, e o Inter de Mourinho acaba o derby de Milão a desconfiar do mundo inteiro. Não chega a psicanálise, sentem-nos lado a lado numa sala branca e LCD nas paredes. Nas fichas médicas de cada um, em vez de Lorezapam para combater a ansiedade, prescrevam golos. Um após o outro.

Comecem com meia-hora concentrada de Pelé e Garrincha, e depois Ronaldo, Rivaldo, Ronaldinho, Gerson, Carlos Alberto, Tostão, Roberto Carlos e Rivelino. Ao segundo dia, Maradona, Ardiles, Messi, Aguero e Batistuta. Zidane, Platini, Trezeguet, Giresse, Anelka e Ribéry ao terceiro. Chalana, Eusébio, Oliveira, Figo, Rui Costa e Cristiano Ronaldo no quarto. No quinto, uma mistura de estilos: Zola, Van Basten, Gascoigne, Roberto Baggio, Madjer, Balakov, Littbarksi e Bergkamp, muito Bergkamp. Xavi, Iniesta, Fabregas, Torres, Michel e El Butre para continuar. Um especial Chris Waddle. E Cruijff, Gullit e Rijkaard... Se não resultar, fechem-nos dentro da sala e deitem fora a chave. Atirem-na ao mar, derretam-na numa fornalha. Who cares?

A propósito, alguém viu os quatro golos de Rooney ao Hull? O livre de Pandev ao Milan? O penalty defendido por Júlio César? Os dois golos de Ronaldo? Sim, viram a cotovelada, mas e os golos? A última vitória do Barça, que deu recorde? Alguém? Não? Em que túnel estavam vocês?